Na sentença o réu é condenado pelos crimes de transmissão, publicação e disponibilização de fotos e vídeos de crianças submetidas à violência sexual, aliciamento de menores e haver submetido duas crianças à experiência sexual dolorosa e abusiva
O réu de iniciais C.S.B. preso durante a operação nacional Darknet foi condenado a mais de 56 anos de prisão nesta quarta-feira (17). A degflagrada nacionalmente pela Polícia Federal, para investigar crimes de armazenamento e divulgação de imagens e abuso sexual de crianças e adolescentes.
Segundo o Ministério Público Federal em Juazeiro do Norte (MPF/CE) A ação penal que resultou na sentença é assinada pela Procuradora da República Livia Maria de Sousa. De acordo com a denúncia, no período de março a junho de 2014, o acusado publicou e disponibilizou fotos e vídeos de crianças em práticas sexuais explícitas ou em atos libidinosos em fórum da internet, no ambiente conhecido como Deep Web.
As investigações concluíram que envolvido abusava sexualmente de pelo menos duas crianças, sendo que uma delas estava submetida aos abusos desde ano de 2010. Todas as oitivas foram realizadas com a cooperação de profissionais do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, em Juazeiro do Norte.
O Ministério Público concluiu que o acusado tinha por hábito aproximar-se de crianças e adolescentes por meio da rede social Facebook, utilizando um perfil falso de nome "Pedro Junior". Para atrair as vítimas, o acusado presenteava crianças com o objetivo de aliciá-las ou instigá-las para a prática de atos libidinosos e posterior publicação de vídeos e fotos em cenas de sexo explícito. O material era postado em fóruns com acessos no Brasil e no Exterior.
Localização
O IP do computador do acusado foi identificado e, por isso, ele foi localizado. Ele compartilhava as imagens de crianças e adolescentes na rede mundial de computadores pelo equipamento. Para ter acesso ao fórum onde eram postadas as imagens, a pessoa interessada teria de realizar um cadastro, informando nome do usuário e endereço de e-mail, o que permitiu a identificação do IP.
Segundo o MPF, durante as investigações, o MPF verificou que o usuário " Pedro Junior" teria passado a compartilhar material pornográfico infantil a partir de 16 de março de 2014. O IP identificado remetia ao endereço no bairro Salesiano, em Juazeiro do Norte, onde o réu foi localizado. De acordo com a ação penal, o acusado C.S.B já era investigado pelo Polícia Federal por compartilhamento de pornografia infantil, antes mesmo da operação Darknet.
Na sentença assinada pelo juiz Moisés da Silva Maia, o réu é condenado pelos crimes de transmissão, publicação e disponibilização de fotos e vídeos de crianças submetidas à violência sexual, aliciamento de menores com fim de com ela praticar ato libidinoso e haver submetido duas crianças à experiência sexual dolorosa e abusiva.
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