descida.
As investigações apontaram que o piloto foi obrigado a abortar o pouso e arremeter bruscamente, operando os aparelhos em desacordo com as recomendações do fabricante do avião e acabando por sofrer o que é tecnicamente descrito como "desorientação espacial". O processo se dá quando o piloto perde a referência do avião em relação ao solo, não sabe se está voando para cima, para baixo, em posição normal, de lado ou de ponta cabeça.
A conclusão foi baseada em informações sobre os últimos segundos do voo, no momento em que o avião embicou num ângulo de 70 graus e em potência máxima, como se o piloto acelerasse pensando que estava em movimento de subida, quando na verdade estava voando para baixo, rumo ao solo.
Falta de treinamento
A Aeronáutica levantou ainda todo o perfil psicológico, pessoal e profissional do piloto e copiloto. Uma sequência de falhas de Martins foram listadas antes e durante o voo fatal. Não foi encontrado nenhum indício de falha técnica ou de operação do sistema aeronáutico. As turbinas estavam em perfeita condição de uso, mas a caixa preta não estava ligada e não gravou as conversas durante o voo.
O laudo apontou que Martins não estava treinado para pilotar o Cessna 560 XL, uma aeronave sofisticada e nova. Ele nunca passou pelo simulador.
Além disso, a relação entre os dois pilotos não era boa. Os dois tinham um histórico de atritos e o copiloto teria, inclusive, pedido para não mais voar com Martins, que, em redes sociais, se disse "cansadaço" dias antes do acidente

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