Image and video hosting by TinyPic

Comando da Fifa tem futuro indeterminado

Sob a sombra de investigações por corrupção, ocorre hoje a eleição para presidente na Fifa. De um lado, Joseph Blatter, cartola maior da entidade desde 1998 e bastante visado pelas prisões de dirigentes que o apoiam. Do outro, o príncipe da Jordânia, Ali Bin Al-Hussein, primeiro desafiante que ameaça destronar Blatter em 17 anos. E, no meio da polêmica corrida eleitoral, caberá ao presidente da Federação Cearense de Futebol (FCF), Mauro Carmélio, votar em nome da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Dia de definições em meio à grande crise.

A prisão de sete dirigentes ligados à Fifa pelo FBI, que conduzia investigação desde 2011 com base em dados desde meados da década de 1990, deixou Blatter alvo de suspeitas reforçadas. Seus opositores pregam-no na mira das ações do Departamento de Justiça dos EUA. Afinal, são representantes de organizações como CBF, Concacaf (Confederação de América do Norte, Central e Caribe) e Conmebol (Confederação da América do Sul) próximos do cartola que responderão por corrupção, lavagem de dinheiro, dentre outros crimes, num esquema que envolve mais de R$ 400 milhões em propinas com empresas de marketing.

Curral forte da Fifa, a cúpula da CBF tem nomes neste processo de investigação. Documentos dos EUA mostram que o ex-presidente e vice-presidente, José Maria Marin (um dos presos) dividiria com o atual presidente, Marco Polo Del Nero, e o também ex-presidente Ricardo Teixeira suborno de R$ 2 milhões para fechar a venda dos direitos comerciais da Copa do Brasil para empresas de marketing esportivo.

Ontem, com Congresso na sede da Fifa (Zurique-Suíça) em curso, com representantes de entidade de todo mundo, Del Nero pegou avião de volta para o Brasil. Assim, a delegação brasileira ficou apenas com dois representantes: Mauro Carmélio, presidente da FCF, e André Pitta, presidente da Federação Goiana de Futebol.

Carmélio será aquele que vota pelo Brasil, assim como um dos que trabalharão na apuração, escolhidos pela Conmebol. Por orientação da CBF, votará pela manutenção do presidente. “O voto é da CBF e, conforme acordo, a votação em bloco deve seguir neste sentido. Todos os países sul-americanos”, afirmou ao O POVO.

Apesar de Blatter e seus apoiadores se dizerem a favor da justiça e da busca pela verdade, nada os tira do “olho do furacão”. Tanto que, nos bastidores, há temor de um racha na antes sólida bancada sul-americana, prevista para votar em bloco no suíço.

O que ameaça o antes favoritismo absoluto de Blatter fortalece o príncipe Ali bin Al Hussein, apoiado pela Uefa (Confederação da Europa), presidida por Michel Platini. Presidente da Federação de Futebol da Jordânia desde 1999, Ali espera ter suporte de 54 federações europeias, além de relevante suporte de membros da Confederação Asiática de Futebol. As federações dos Estados Unidos e do Canadá anunciaram que votarão em Al-Hussein.

O FBI já deixou claro que mais nomes aparecerão com o andar das investigações. Segundo o jornalista investigativo Andrew Jennings, que afirmou ter cedido documentos cruciais à polícia norte-americana, “Blatter é o alvo” e muita coisa virá à tona.
Share on Google Plus

About correio gospel

0 comentários:

Postar um comentário